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terça-feira, 26 de agosto de 2025

A Casa dos Pesadelos - Autor Marcos Debrito - Editora Faro Editorial- 144 páginas


Caso queiram pular essa pequena introdução pulem até RESENHA "A CASA DOS PESADELOS".

Esse ano de 2025, estou um pouco na fase dos livros nacionais de horror/suspense, entre os ja postados aqui no blog como "Jantar Secreto" e "Vilarejo" do badalado  Raphael Montes , Numezu de Jorge Alexandre Moreira Moreira,"Até os Demonios podem Chorar" de Evandro Augusto Silva,"O Encanto dos Lobisomens"   e outros que ainda serao postados em breve e assim continuarei nesse ano de 2025 inteiro.

 O motivo? São vários.


Numezu 
Jantar Secreto


O Vilarejo



Até os Demônios podem Chorar


O Encanto dos Lobisomens


1°motivo: incentivar a leitores a comprarem mais livros de horror/suspense nacionais brazucas.

2° Conhecer e divulgar autores que eu não conheço/conhecia.

3°Vou lançar alguns livros de horror até 2026,com três em fase finalização, então quero conhecer o que tem de horror nacional por ai para tentar melhorar alguns pontos antes do envio para as plataformas.

Em pesquisas recentes de livros de horror/suspense nacionais me deparei com esse livro de 2018 "A Casa dos Pesadelos" do autor Marcos DeBrito, e em uma viagem para João Pessoa na Paraiba me deparei com o maior sebo de livros que eu ja vi na vida com mais 400.000 exemplares físicos no local e claro que nao resisti,de tantos livros que eu queria comprar que anotei e acabei deixando em casa ,e o unico que lembrei na hora da correria foi esse "A Casa dos Pesadelos" e foi nesse sebo,o maior que vi, que adquiri esse livro.



RESENHA: A Casa dos Pesadelos – Terror psicológico ou só um pesadelo mesmo?

Vi por aí, em outros blogs e resenhas, que A Casa dos Pesadelos tem sido apontado como um bom exemplar de terror psicológico, com escrita fluida e aquele famoso plot twist no final que todo mundo adora comentar sem contar. Confesso que esses elogios me chamaram atenção. Soma isso ao fato de ser um livro curto, com apenas 144 páginas — ou seja, perfeito para devorar em um único dia — e pronto: mergulhei na leitura com expectativas.


A trama é simples, direta: Laura decide visitar a casa da mãe, Célia, após dez anos afastada. Vai acompanhada dos dois filhos — o caçula Bruno, de seis anos, e Tiago, o mais velho, de 16 — justamente o filho que tem motivos de sobra para não querer pisar lá de novo. Algo muito traumático aconteceu com Tiago naquela casa, quando ele era criança, e isso o marcou profundamente.


E é aí que começa o problema... não da história em si, mas da minha relação com o personagem.


Logo nas primeiras páginas, percebi que, em vez de empatia pelo adolescente traumatizado, o que eu sentia era raiva. Sério. Algo do tipo: “Putz, que moleque chato da porr@!” — e olha que eu até tentei compreender. Mas o autor não ajuda. Em vez de desenvolver o drama de Tiago com nuances e evolução, ele insiste em esfregar o trauma do personagem a cada página, como se o leitor fosse esquecer. A gente entendeu, amigo, na primeira vez.


Essa repetição não gera mais compaixão — só cansaço.


Os personagens, de forma geral, não são muito profundos. Talvez o autor tenha tentado investir nesse lado com Tiago, mas ficou na tentativa. E tudo bem, em histórias de terror a gente nem sempre exige protagonistas com camadas shakesperianas. Se o livro nos entrega sangue, tensão, atmosfera, mortes bizarras e descrições que grudam na pele — já vale. O problema é que A Casa dos Pesadelos também falha um pouco nesse quesito.


A ambientação até começa interessante. Quando a família chega à casa da avó — hoje viúva — o clima de desconforto já se instala. A tal casa é palco do suposto assédio sobrenatural que Tiago teria sofrido anos antes. Só que ninguém, nem a mãe nem a avó, acreditou nele. Resultado: anos de terapia e um rancor que parece ter fermentado dentro do garoto.


A avó, Célia, tenta de tudo para se reaproximar do neto, que antes era grudado nela. Mas Tiago permanece frio, fechado, com o ranço no modo hard. E aí vem a virada: depois da primeira noite na casa, o irmãozinho Bruno relata que viu “um monstro” em seu quarto. Mesma coisa que Tiago dizia ter visto quando criança.


Então... Tiago estava certo o tempo todo? Bruno também está sendo assombrado? Ou será que a família inteira vai entrar num surto coletivo de férias?


O livro começa a caminhar por aí. Tiago, entre irritações e rompantes, tenta proteger o irmão e provar que nunca mentiu. Mas será que ele está mesmo em condições de ser o herói da história?


Vale a pena?

Se você curte histórias com um pé no drama familiar e outro no suspense psicológico, talvez A Casa dos Pesadelos te agrade. O livro tem potencial, sim — e um final que tenta surpreender — mas peca na repetição, nos personagens pouco trabalhados e na falta de um verdadeiro clima de terror.


Faltou sangue? Faltou medo? Faltou um pouco de tudo, pra ser honesto.


Mas é uma leitura rápida, e se você não for tão implicante com o Tiago quanto eu fui, pode até curtir. Só não diga que eu não avisei.


domingo, 30 de março de 2025

Devoradores de Mortos- autor Michael Crichton - Editora Brochuras 197 páginas


Apoiadores do golpismo e do miliciano que acreditam ainda hoje que a ditadura Militar foi algo bom, vocês são  contra a cultura e educação .então,vocês não sao bem vindos aqui. 

SUMAM!

Caso queira pular a pequena introdução, role para baixo até RESENHA. 

 Quando assisti no cinema o primeiro Jurassic Park em 1992 de Steven Spielberg, fiquei impressionado com o filme e história e fui pesquisar que o filme foi inspirado no livro Jurassic Park de Michael Crichton e dois anos depois em 1994 fui atrás de alguns livros do autor e o primeiro livro que comprei de Michael Crichton foi o interessante terror histórico Devoradores de Mortos.


Livro Jurassic Park de Michel Michael Crichton 
 
RESENHA
Devoradores de Mortos – Michael Crichton

Imagine uma história que mistura fatos históricos do século X com uma narrativa tão envolvente que parece saltar das páginas direto para sua imaginação. Foi exatamente essa a sensação que tive ao ler Devoradores de Mortos — uma mistura de angústia, curiosidade e aquela vontade de não largar o livro até descobrir o que estava prestes a acontecer com os personagens.

Michael Crichton, o mesmo gênio por trás de Jurassic Park, mostra aqui mais uma vez por que pode ser considerado um mestre da ficção, do suspense e da aventura.

O que mais me chamou atenção nesse livro foi a proposta ousada: Crichton se baseia em supostos manuscritos reais do ano 922 d.C., escritos pelo árabe Ahmad ibn Fadlan, que teria vivido entre os vikings durante uma missão diplomática. A partir desses relatos, o autor reconstrói — com uma pegada ficcional envolvente — a jornada desse estrangeiro em um mundo brutal, desconhecido e cheio de perigos.

O protagonista, Ibn Fadlan, é um homem culto, racional, observador, e acaba sendo arrastado para uma missão mortal ao lado de um grupo de guerreiros vikings. O objetivo: enfrentar uma ameaça misteriosa e assustadora que desce das montanhas à noite para matar e arrastar corpos... os chamados “devoradores de mortos”.

A forma como os vikings são retratados é um espetáculo à parte. Crichton (ou melhor, Ibn Fadlan) descreve com riqueza de detalhes seus costumes, vestimentas, armas, rituais, treinamentos e a coragem quase suicida desses guerreiros. O destaque vai para Buliwyf, o líder viking — uma figura imponente, que parece saído diretamente de uma lenda. A dinâmica entre os personagens é carregada de tensão, respeito e choque cultural, o que só aumenta a imersão.

Mesmo relutante, Ibn Fadlan acaba participando das batalhas — e é justamente por seus olhos que vemos o medo surgir entre os vikings quando os tais devoradores de mortos começam a atacar. Criaturas misteriosas, que surgem do alto das montanhas apenas para matar e desaparecer com os corpos dos caídos... Quem (ou o que) seriam esses seres que até os mais corajosos temem?

Crichton brinca com a linha tênue entre realidade e mito. Estariam eles enfrentando bestas lendárias? Humanos primitivos? Fantasmas? Ou algo ainda mais sinistro?

Com apenas 197 páginas, Devoradores de Mortos é um livro de tiro curto, mas que entrega uma carga intensa de aventura, sangue, tensão e mistério. É o tipo de leitura que você começa e só para quando termina — no meu caso, em uma única tarde.

Se você gosta de tramas históricas com uma pitada de terror e um ritmo alucinante, essa leitura é mais do que recomendada.

Leitura obrigatória para quem tem estômago forte, imaginação afiada e sede por histórias sombrias.

 

CURIOSIDADES. 

Devoradores de Mortos ja foi adptado para o cinema,e o ator principal que fez o personagem do árabe Ibn Fadl foi Antônio Banderas.


Antonio Banderas como Ibn Fadl




A adaptação para a telona veio com o nome de O 13° Guerreiro, uma alusão a escolha do árabe Ibn Fadl no qual é o ultimo dos 13 guerreiros escolhidos para subirem as montanhas e tentarem  drscobrir quem realmente sao os Devoradores de Mortos. 

Adaptação do livro: leia apenas depois por curiosidade 


Fui com muita expectativa para assistir ao filme e foi uma baita decepção e nao conseguiram transportar nem 10 % do livro e emoção  e tensao entao passou longe.


Querem conhecer essa história, passe longe do filme e leia o livro , depois quem sabe, apenas por curiosidade assista o filme. 

Sobre o Autor.

Michael Crichton (1942-2008) foi um escritor, roteirista, diretor de cinema, produtor e médico americano. Ele é conhecido por seus trabalhos nos gêneros ficção científica, ficção médica e thriller. 

Os livros de Crichton foram traduzidos para 38 idiomas e venderam mais de 200 milhões de exemplares no mundo todo. 


Algumas de suas obras lançadas no Brasil:


O Mundo Perdido

Jurassic Park





Enigma 


Sol Nascente

Congo


Estado de Medo



terça-feira, 4 de março de 2025

Jantar Secreto - Autor Raphael Montes- Editora Companhia das Letras - 360 páginas

Apoiadores do golpismo e do miliciano que acreditam ainda hoje que a ditadura Militar foi algo bom, vocês são  contra a cultura e educação ,então,vocês não são bem vindos aqui. 

SUMAM!


Raphael Montes é superestimado?Esse autor me deixava na dúvida sobre,  até agora...


Livro Jantar Secreto


Raphael Montes...."Pare de me criticar ""


Querem pular a introdução ou talvez não  tenham "saco"   para tal , desçam até o título RESENHA :JANTAR SECRETO -RAPHAEL MONTES 


 Confesso que possuo um certo receio com "coisas" da modinha,do momento,hippado e por isso nao costumo consumi-los quando estão hippados ( acho essa palavra uma merd@ hippada tambem) entao invariavelmente  aguardo a poeira abaixar para poder consumir ou nem consumo.

Talvez por isso, posso estar perdendo grandes obras literárias, grandes filmes,grandes séries e grandes etc,ou não. 

E as obras de Raphael Montes entraram nesse balaio literário hippado no qual,ainda,torço o meu nose,ainda mais que Raphael Montes ,juntamente com Illana Casoy ,sao os roteiristas da série "Bom Dia Veronica".


Raphael Montes e Ilana Casoy "Pare de reclamar de nós "

 "Bom dia Veronica",confesso, a primeira temporada é ótima,a segunda regular  e estava quase adquirindo algumas obras literárias do Raphael, eu disse quase,até que...

Quando a terceira temporada de "Bom Dia Veronica" estreiou e eu assisti .Olha, essa terceira temporada foi uma DECEPÇÃO ....bem grande,ruim de doer minha hérnia, com um último capítulo vergonhoso, eu e minha esposa demos risadas de vergonha tamanho patético foi essa temporada....e foi ai que , o hippado Raphael Montes perdeu credibilidade( A Illana Casoy também) pelo menos para mim(o que para eles  nao é grande coisa)por terem permitido soltar o pino da granada de merd@ que explodiu  na minha tv.Claro ,por esse motivo pensei "nao irei dar crédito para quem teve a audácia de roterizar e aprovar "Bom dia Veronica " terceira temporada. 


Bomba 


E desde feveiro de 2024 quando assisti "Bom dia Veronica  A caçada Final"(olha esse título de filme ruim dos anos 80) ate agora que escrevo em  março  de 2025 ,  e a poeira do nome Raphel Montes se assentado  um pouquinho, decidi comprar uma obra sua,segundo dizem é o melhor romance seu, denominado "Jantar Secreto " .Em grupos de leituras que participo muito elogios e menções como "Tem que ter estômago para ler esse" ou "O melhor livro dele " ou então "Nojento" ,resolvi começar por esse "Jantar Secreto ".


RESENHA :JANTAR SECRETO -RAPHAEL MONTES 


A trama contada por Dante" um dos ou o  protagonista principal, se inicia com ele já explicando que ocorreu uma tragédia no qual era um dos responsáveis pelos desfecho trágico no qual ele irá contar com detalhes sem esconder nenhum segredo e Dante inicia sua história...

Os quatro amigos estudantes universitários oriundos de uma pequena cidadezinha do interior do Paraná  Miguel(estudante de medicina) Hugo(chef de cozinha frustrado)Dante empregado frustrado de uma biblioteca e estudante de administração e Leitao, o nerd da informática e estudante de ciências da computação  decidem se mudar para a cidade do Rio de Janeiro alugar um local para dividir as despesas e tentarem prosperarem na cidade maravilhosa.


Os quatro vivem na corda bamba devido a responsabilidade das despesas e a pressão de se darem "bem na vida" assim como milhões de brasileiros ,porém tudo acaba piorando quando descobrem que o aluguel não está sendo pago a muitos  meses e os quatro frustrados entram em no modo desespero para tentar ganhar dinheiro rápido  antes que sejam despejados e que o sonho de prosperarem na cidade grande não  acabe em ruinas.

Os amigos ,então iniciam as discussões de quais seriam as possíveis formas de saírem dessa situação, cada personagem com suas próprias características físicas e linhas de pensamentos distintos ,Dante o gay gente boa criativo magro e de estatura baixa acorda toda as manhãs com a sensação que precisa mudar de vida, Miguel o amigo mais próximo de Dante talvez seja dos quatro o mais encaminhado na vida, residente de Medicina o futuro promissor de Miguel estava quase batendo a sua porta,Hugo o chef de cozinha que não para em serviço nenhum pois se achava melhor do que qualquer outro chef de cozinha ,atlético  loiro cabeludo e barbudo estilo vinking é egocêntrico e narcisista e por último Leitão o amigo nerd de obesidade quase mórbida que não liga para quase nada e vive trancado no quarto a base fast food e games.

Dante, o gay criativo,decide explanar uma de suas ideias que seriam os chamados "jantares secretos" que funcionam quando os donos da casa realizam jantares para poucas pessoas dentro de suas proprias residencias ,proporcionando momentos gastronômicos mais intimistas proporcionando uma sensação de exclusidade aos convidados e Dante consegue convencer os seus amigos a abrirem o seu apartamento para estranhos jantarem,o ponto crucial para aceitação do plano foi Hugo o chef narcisista ter aceitado o desafio sem as amarras de outros cozinheiros  menus de restaurantes no qual trabalhou.

Ideia aprovada cada qual amigo com sua função, Leitão o nerd da tecnologia que ficou com a parte da divulgação decide realizar uma pequena brincadeira de mau gosto na divulgação  postado Internet e aí a partir desse momento irresponsável de Leitão que se iniciará o calvário e caos violento sem limites para os quatro amigos. 


Apesar de  certas facilidafes do roteiro para que a trama chegasse onde chegou e também ninguém questionar certas(os) personagens  suspeito(as) e na metade do livro se prestarem um pouco de atenção ja da para "matar" quem é o vilão o mor da trama violenta no qual foram sugados,mas como disse "as facilidades do roteiro " foram necessárias, pelo menos na mente do autor  para que os leitores pudessem vivenciar toda a violência e a sanguinolencia do último ato do livro.

E ai, na violência e horror que esse livro me segurou até o final e não me arrependi.

Eu como consumidor de filmes,séries e livros  de terror/horror , foi nitidio como peguei as inspirações   em certas partes da trama do livro de Raphael ,notei referências fortes como os livros de Thomas Harris com seu Hannibal Lecter assim como a série Hannibal com Mikes Mikkensen,leves referências com os filmes Massacre da Serra Elétrica  e surpreendentemente e principalmente no sanguinolento e nojento final do livro recordou um pouco ou muito, o filme Fome Animal de Peter Jackon e para quem assistiu sabe o banho de sangue que Peter Jackson apresentou em Fome Animal. 


Enfim ,gostei bastante desse livro Jantar Secreto e recomendo mesmo para pessoas que nao ligam para  histórias com altas doses de violencia explícita .


Raphael Montes é superestimado? Vou ler mais um obra dele para poder bater o martelo.


Até a próxima e bom apetite. 

 

CURIOSIDADES. 

Algumas claras referências que eu notei no livro Jantar Secreto de Raphael Montes:


Seria Hannibal 

Livros de Thomas Harris

O Massacre da Serra Elétrica 

Fome Animal 

Fome Animal....Dante é você? 


Raphael Montes também ja foi roteirista/colaborador de séries e filmes como::


Tá Tudo Certo

Beleza Fatal

SuperMax

Romance Policial Spinosa

A Regra do Jogo







Raphael Montes também escreveu outros livros como:


Suicidas

O Vilarejo

A Mágica Mortal

Uma Mulher no Escuro 

Dias Perfeitos 

Uma Família  Feliz 





segunda-feira, 27 de maio de 2024

Pequeno Manual ANTIRACISTA- Autora Djamila Ribeiro - Editora Companhia das Letras - 136 páginas

Apoiadores do golpismo e do miliciano que acreditam ainda hoje que a ditadura Militar foi algo bom, vocês são  contra a cultura e educação .então,vocês não sao bem vindos aqui. 

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Primeiramente um recado direto, se você é racista, simpatizante de neonazista ,acha  isso vitimismo ,acredita na meritocracia como forma de tentar se justificar que todos tem a mesma oportunidade negros e brancos você se sentira incomodado....então esse post NÃO É PARA VOCE, ou talvez seja para abrir os olhos e aprender um pouco com autora Djamila Ribeiro.



Nesse livro, a autora Djamila Ribeiro afirma que não basta ser anti-racista mas entender e aceitar que existe um racismo estrutural sim no Brasil. em um país que enche a boca para se promover como miscigenado, mas  não consegue resolver de fato  a perversa estrutura do racismo. 

Qual o meu e o seu papel nesse processo?
Sou filho por parte de pai negro de família negra, meu pai que casou com minha mãe branca de família branca.
Na miscigenação brasileira, meus avós (vó Joana e vô Joaquim) por parte de pai, uma indígena das serras de Tapirai São Paulo e outro negro deram luz a parte de minha família, uma família grande por sinal, meus pais e tios e tias negros de cabelos lisos e/ou crespos  fruto da miscigenação negro/índio.

Meus tios negros, contavam quando eram crianças em Tapirai na década de 60, seus pais  ainda viviam na semiescravidão no qual trabalhavam para comer morar e servir aos senhores donos das terras de Tapirai, muitos donos estrangeiros de terra ''ganhada'' do governo brasileiro pós segunda guerra mundial utilizavam as terras para moradias e cultivo e prosperaram, mas os negros oriundos da escravidão nada ganharam  do governo, obrigando-os a viverem as margens como semiescravos e pobres sem bens e sem terras como meus avos.
Essa pequena história de parte da minha família aconteceu recentemente, nos anos 60 e infelizmente e revoltosamente ainda ocorre nos dias de hoje. Até quando, até onde isso perdurará?

Porque nas aulas de geografia ,historia e outras os negros eram tratados na historia com escravos e ex-escravos? Pois bem eles não eram , eles foram escravizados, e porque nas escolas não eram contatas as historias de suas vidas anteriores antes da aberração que foi a escravidão?

Porque se tem princesa Isabel como redentora(contada do ponto de vista dos vencedores brancos) e não são incisivos nas escolas que o Quilombo dos Palmares na Serra da Barriga em Alagoas perdurou com muita luta contra a escravidão por mais de um século? 

Ou porque não se dão o devido valor e exposição na educação brasileira sobre outros levantes como forma de resistência a escravidão como a Revolta da Chibata ou a Revolta dos Malês?


Quilombo dos Palmares na Serra da Barriga em Alagoas


Ou então das Leis de terras de 1850 no ano em que o tráfico negreiro passou a ser proibido, porem efetivo apenas em 1888,a tal Lei de terras dava ao estado o diretivo de distribui-las, e os negros ex-escravizados tinham enormes restrições mas o estado facilitou acesso a antigos latifundiários brancos escravocratas e também a imigrantes europeus com as criações de colônias.

Lembram que contei dos meus avos em Tapirái na década de 60?

Por que meus avós ou bisavós negros nada receberam nenhuma facilidade para ter um pedaço de terra que eram de seus direitos? Eles e milhares de negros não receberam facilidades nenhuma de ter um pedaço de terra para viver e trabalhar pelo simples fato de serem negros. Percebem o impacto desse feito ocorrido  atualmente nos negros do Brasil?


Segundo Kabengele Munanga importante pensador negro e professor na Universidade de São Paulo:

'' sem duvidas, todos os racismos são abomináveis e cada um faz as suas vitimas do seu modo. O brasileiro ele tem as suas peculiaridades, entre as quais o silencio, o não dito, que confunde todos os brasileiros e brasileiras vitimas e não vitimas do racismo''

Kabengele Munanga


A autora Djamila Ribeiro diz que quando muitos brasileiros gritam  '' NÃO SOMOS RACISTAS!RACISTAS SÃO OS OUTROS ela considera uma voz inerte causada pelo misto da democracia racial e ela esta certa assim como o professor Kabengele Munanga, devemos tomar nossa posição com atos antiracistas e não apenas dizer.

Autora Djamila Ribeiro


No livro Pequeno Manual Antiracista a autora nos abre os olhos, o melhor lhe arranca as pálpebras para que se possa ver com nitidez o racismo e combate-lo esse mal  perdurante em nosso país.

Comece de alguma forma a ter atos Antiracistas,não fique apenas estagnado na oratória e sim em nossas ações.
  • Informe-se sobre o racismo;
  • Enxergue a negritude;
  • Perceba o racismo internalizado em você;
  • Apoie politicas educacionais afirmativas;
  • Transforme seu ambiente de trabalho;
  • Leia autores negros;
  • Questione a cultura que você consome;
  • Conheça seus desejos e afetos;
  • Combata a violência racial;
  • Sejamos todos antirracistas.







quinta-feira, 18 de abril de 2024

Numezu - Autor Jorge Alexandre Moreira - 184 páginas

 Apoiadores do golpismo e do miliciano que acreditam ainda hoje que a ditadura Militar foi algo bom, vocês são  contra a cultura e educação .então,vocês não sao bem vindos aqui. 

SUMAM!



Me interessei por NUMEZU antes mesmo de saber do que se tratava a trama dentro de suas páginas. 

Já havia lido o conto de 46 páginas "AGUAS MORTAS" do escritor Jorge Alexandre Moreira, no qual curti demais e escreverei sobre ele em outra postagem, e lá na plataforma no qual adquiri "AGUAS MORTAS" estava também outra obra do mesmo autor denominado NUMEZU.

Como sigo sites ,blogs e outras mídias voltadas para a literatura do gênero horror, invariavelmente havia alguma menção sobre os prêmios que NUMEZU  recebeu.

A divulgação sem dúvidas é a ponta de lança que abre e abrirá portas para as obras e foi através dessas divulgações que fui desvendar mais sobre a trama de NUMEZU ,e como bom apreciador consumidor do horror comprei NUMEZU de Jorge Alexandre Moreira.

A trama gira em torno de praticamente três personagens humanos.Gaspar,Laura e Raoul que rotacionam o foco da história mas a principal protagonista Laura ira comer, não apenas o pão mas o banquete todo que o diabo amassou.

Aqui não é spoiler, all right?

Em uma ponta da historia temos o personagem Gaspar desiludido amorosamente e quase falido, o vemos no inicio da trama refletindo sobre os seus dessabores na ponta de um penhasco rochoso  a beira mar no qual era possível avistar um pequeno ponto ao longe no mar do sul da França e com um pouco mais de esforço poderia notar que, aquele pontinho ao longe era uma veleiro.

Em outra ponta da historia ,o casal de meia idade Laura e Raoul, ricos belos, corpos sarados,esguios, e invejados decidem velejar nas águas da paradisíaca Costa Sul da França. Veleiro luxuoso, regado a champanhes,sol ,visual deslumbrante e mergulhos rotineiros durante o dia, entre um sexo ou outro já sem tesão de anos  atrás assim eram os dias e noites no veleiro ostentação do prospero casal.

Em um dia ensolarado de um mar  azul hipnotizante, o marido Raoul, além de nadar nesse paraíso marítimo decidi mergulhar  fundo e explorar um pouco mais as profundezas do mar próximo ao veleiro, e em um desses mergulhos Gaspar  ao subir para superfície diz empolgado para  sua esposa que  algo no fundo do mar lhe chamou a atenção e iria novamente retornar para tentar descobrir o que era aquilo e tentar traze-lo para a superfície. 


A partir do momento que Raoul, teimosamente, recolhe o objeto misterioso perdido ou afundado propositalmente, e o traz a superfície para dentro do seu veleiro, o caos se instala.

O objeto, uma pequena estatua pode ser de uma antiga entidade demoníaca aprisionada há tempos no qual aparentemente Raoul o liberta e um banho de sangue, tortura  e horror corporal tomam conta do livro até as últimas páginas.

E de alguma maneira  o casal em alto mar Raoul, Laura com o demônio liberto e Gaspar em terra firme se cruzarão para o sangrento final.


Livro de horror nacional de primeira qualidade, com escrita rápida que nos prende e uma história original , o autor cria uma nova mitologia de horror que pode facilmente ser explorada em novas historias e livros.

Recomendo!!!


segunda-feira, 20 de novembro de 2023

O Mundo Perdido - Autor Arthur Conan Doyle - Editora Melhoramentos - 240 páginas




Apoiadores do golpismo e do miliciano que acreditam ainda hoje que a ditadura Militar foi algo bom, vocês são  contra a cultura e educação .então,vocês não sao bem vindos aqui. 

SUMAM!






Li esse livro na década em que o mundo todo ficou de boca aberta com os efeitos especiais do clássico e filmaço Jurassic Park de 1993,no qual o brilhante Steven Spielberg nos fez acreditar que estávamos visualizando dinossauros de verdade nos cinemas.

Jurassic Park

Após o sucesso de público e critica e a nova mania de dinossauros advinda do primeiro filme veio o  segundo The Lost World: Jurassic Park e em 1997 no mesmo ano do lançamento do filme e com o hype nas alturas comprei o livro ''O Mundo Perdido'' do autor Sir Arthur Conan Doyle.

The Lost World: Jurassic Park


O gênio Steven Spielberg

E o que eu posso dizer e escrever sobre ''O Mundo Perdido '' ?Que livro e que historia gostosa de se ler! Enredo fluido ,história divertida, aventura e ação como se estivesse passando o melhor filme de uma sessão da tarde e claro com muitos dinossauros.

Resenha Jurássica...

 "O Mundo Perdido"  é uma obra escrita por  Sir Arthur Conan Doyle, o renomado autor britânico conhecido principalmente por suas histórias de Sherlock Holmes. 

"O Mundo Perdido" foi escrito e publicado originalmente em 1912. A história se passa na Amazônia e gira em torno de uma expedição liderada pelo professor Challenger, um cientista excêntrico e carismático. Challenger acredita ter descoberto uma área isolada onde dinossauros pré-históricos ainda vivem. Junto com uma equipe de exploradores, incluindo o narrador Edward Malone, eles partem em uma jornada perigosa para desvendar os segredos e perigos do mundo perdido.

A história se desenvolve com emocionantes encontros com dinossauros, criaturas pré-históricas e tribos indígenas hostis. Enquanto a expedição enfrenta vários desafios, a narrativa também explora temas como a ciência versus a superstição, a natureza humana e a sobrevivência em um ambiente inóspito.

"O Mundo Perdido" foi um grande sucesso na época de seu lançamento e ajudou a popularizar o gênero de aventura e exploração em histórias de ficção científica. A obra também gerou várias adaptações para o cinema, televisão e quadrinhos ao longo dos anos, tornando-se uma das histórias mais conhecidas e duradouras da literatura de aventura.

Uma curiosidade interessante é que, embora Sir Arthur Conan Doyle seja mais famoso por suas histórias de Sherlock Holmes, ele considerava "O Mundo Perdido" como sua obra-prima e o personagem Professor Challenger como seu favorito entre seus próprios personagens.

Em resumo, "O Mundo Perdido" é um romance de aventura escrito por Sir Arthur Conan Doyle, que narra a emocionante expedição em busca de um mundo escondido na Amazônia , repleto de dinossauros e perigos. A obra é uma leitura envolvente e tem sido amplamente apreciada desde a sua publicação, deixando um legado duradouro na literatura de aventura e exploração.


CURIOSIDADES JURÁSSICAS

No livro o professor Challenger convence que o elo perdido esta após o Monte Roraima leva o grupo de exploradores até lá para escalar o monte e provar que após o Monte Roraima vive dinossauros. O Monte Roraima existe de fato ,ele é um impressionante platô de 90 km de extensão situado na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana e é a chapada mais alta do mundo com 2.810 metros de altura e esta entre as formações geológicas mais antigas da Terra quando os continentes ainda não estavam separados há mais de dois bilhões de anos atrás.

Monte Roraima inspiração para Arthur Conan Doyle

Segundo Conan Doyle e o professor Challenger após esse platô é que esconderam os dinossauros



Qual foi a inspiração para Sir Arthur Conan Doyle para escrever o Mundo Perdido?
O autor Sir Arthur Conan Doyle encontrou inspiração para escrever "O Mundo Perdido" em várias fontes diferentes. Acredita-se que a ideia principal tenha sido inspirada pelas expedições científicas da época, que buscavam descobrir novas espécies e explorar regiões desconhecidas do mundo.

Outra fonte de inspiração para Doyle foi a descoberta de fósseis de dinossauros no final do século XIX. Essas descobertas paleontológicas despertaram a imaginação popular sobre a possibilidade de criaturas pré-históricas ainda existirem em lugares remotos e inexplorados. A combinação desses elementos científicos e o apelo do desconhecido inspiraram Doyle a criar uma história de aventura envolvendo um mundo perdido habitado por dinossauros.

Além disso, Doyle também mencionou que se inspirou em outros autores e suas obras de ficção científica e de aventura. Entre esses autores, destaca-se a influência de Júlio Verne e sua obra "Viagem ao Centro da Terra", que também apresenta a exploração de um mundo subterrâneo cheio de criaturas pré-históricas.

Assim, a inspiração para "O Mundo Perdido" veio da combinação da imaginação de Doyle, as expedições científicas da época, as descobertas paleontológicas e o apelo de histórias de aventura e exploração. A obra reflete a fascinação da época pelo desconhecido e pelo potencial de descobertas extraordinárias em lugares inexplorados.



Os filmes Jurassick Park foram teve alguma inspiração no livro O Mundo Perdido de Arthur Conan Doyle,já alguma menção sobre esse tema dos diretores e roteiristas dos filmes?   


Os filmes da franquia Jurassic Park foram baseados nos romances de Michael Crichton, não em "O Mundo Perdido" de Arthur Conan Doyle. Michael Crichton escreveu o livro "Jurassic Park" em 1990, que serviu de base para o filme de mesmo nome lançado em 1993, dirigido por Steven Spielberg. O sucesso do filme levou à criação de várias sequências e ao desenvolvimento de uma franquia de grande popularidade.

Embora haja semelhanças temáticas entre "Jurassic Park" e "O Mundo Perdido" de Arthur Conan Doyle, como a existência de criaturas pré-históricas em um ambiente isolado, não há uma conexão direta entre as obras. Michael Crichton desenvolveu sua história originalmente e teve inspirações diferentes para criar seu mundo habitado por dinossauros.

Vale ressaltar que, após o lançamento do filme "Jurassic Park", Michael Crichton escreveu uma sequência intitulada "The Lost World", que foi publicada em 1995. Essa continuação pode ter sido influenciada indiretamente pelo título de Arthur Conan Doyle, embora as histórias em si sejam diferentes.

Em relação às declarações de diretores e roteiristas dos filmes da franquia "Jurassic Park", não há registros específicos sobre inspirações de "O Mundo Perdido" de Arthur Conan Doyle. Os cineastas geralmente mencionam o livro "Jurassic Park" de Michael Crichton como a principal base para suas adaptações cinematográficas.



Um sobre Dor Arthur Conan Doyle

Sir Arthur Conan Doyle foi um escritor britânico nascido em 22 de maio de 1859, na cidade de Edimburgo, na Escócia. Ele é mais conhecido por ser o criador do famoso detetive Sherlock Holmes, um personagem icônico da literatura policial.

Conan Doyle estudou medicina na Universidade de Edimburgo e posteriormente serviu como cirurgião a bordo de um navio baleeiro no Ártico. Essa experiência influenciou suas histórias, especialmente aquelas que envolviam aventuras e elementos de suspense. Ele também trabalhou como médico em Southsea, uma cidade costeira no sul da Inglaterra, onde começou a escrever histórias como uma forma de complementar sua renda.

O primeiro romance de Sherlock Holmes, "Um Estudo em Vermelho", foi publicado em 1887 e apresentou ao público o detetive genial e seu fiel companheiro, Dr. John Watson. A popularidade das histórias de Holmes cresceu rapidamente, tornando Conan Doyle um autor renomado. Ele escreveu uma série de romances e contos protagonizados por Holmes, incluindo "O Signo dos Quatro" e "O Cão dos Baskervilles", que se tornaram grandes sucessos.


Curiosamente, Conan Doyle teve uma relação complexa com Sherlock Holmes. Em 1893, ele decidiu matar o personagem em "O Problema Final", acreditando que Holmes estava limitando sua criatividade e querendo se concentrar em outros tipos de escrita. No entanto, devido à enorme popularidade de Holmes, Conan Doyle foi pressionado pelo público e pelos editores a trazê-lo de volta à vida. Assim, em 1903, Holmes foi ressuscitado na história "A Casa Vazia" e continuou a protagonizar muitas outras aventuras.

Apesar de ser mais conhecido por suas histórias de Sherlock Holmes, Conan Doyle escreveu uma variedade de outros trabalhos, incluindo romances históricos, peças de teatro, poesia e não ficção. Ele também foi um defensor do espiritismo e escreveu sobre suas crenças e experiências na área.

Sir Arthur Conan Doyle faleceu em 7 de julho de 1930, deixando para trás um legado literário duradouro. Sua criação, Sherlock Holmes, continua sendo um dos personagens mais amados e reconhecidos da literatura, e suas histórias têm influenciado gerações de escritores e leitores ao redor do mundo.