Caso queiram pular essa pequena introdução pulem até RESENHA "A CASA DOS PESADELOS".
Esse ano de 2025, estou um pouco na fase dos livros nacionais de horror/suspense, entre os ja postados aqui no blog como "Jantar Secreto" e "Vilarejo" do badalado Raphael Montes , Numezu de Jorge Alexandre Moreira Moreira,"Até os Demonios podem Chorar" de Evandro Augusto Silva,"O Encanto dos Lobisomens" e outros que ainda serao postados em breve e assim continuarei nesse ano de 2025 inteiro.
O motivo? São vários.
Numezu |
Jantar Secreto |
O Vilarejo |
Até os Demônios podem Chorar |
O Encanto dos Lobisomens |
1°motivo: incentivar a leitores a comprarem mais livros de horror/suspense nacionais brazucas.
2° Conhecer e divulgar autores que eu não conheço/conhecia.
3°Vou lançar alguns livros de horror até 2026,com três em fase finalização, então quero conhecer o que tem de horror nacional por ai para tentar melhorar alguns pontos antes do envio para as plataformas.
Em pesquisas recentes de livros de horror/suspense nacionais me deparei com esse livro de 2018 "A Casa dos Pesadelos" do autor Marcos DeBrito, e em uma viagem para João Pessoa na Paraiba me deparei com o maior sebo de livros que eu ja vi na vida com mais 400.000 exemplares físicos no local e claro que nao resisti,de tantos livros que eu queria comprar que anotei e acabei deixando em casa ,e o unico que lembrei na hora da correria foi esse "A Casa dos Pesadelos" e foi nesse sebo,o maior que vi, que adquiri esse livro.
RESENHA: A Casa dos Pesadelos – Terror psicológico ou só um pesadelo mesmo?
Vi por aí, em outros blogs e resenhas, que A Casa dos Pesadelos tem sido apontado como um bom exemplar de terror psicológico, com escrita fluida e aquele famoso plot twist no final que todo mundo adora comentar sem contar. Confesso que esses elogios me chamaram atenção. Soma isso ao fato de ser um livro curto, com apenas 144 páginas — ou seja, perfeito para devorar em um único dia — e pronto: mergulhei na leitura com expectativas.
A trama é simples, direta: Laura decide visitar a casa da mãe, Célia, após dez anos afastada. Vai acompanhada dos dois filhos — o caçula Bruno, de seis anos, e Tiago, o mais velho, de 16 — justamente o filho que tem motivos de sobra para não querer pisar lá de novo. Algo muito traumático aconteceu com Tiago naquela casa, quando ele era criança, e isso o marcou profundamente.
E é aí que começa o problema... não da história em si, mas da minha relação com o personagem.
Logo nas primeiras páginas, percebi que, em vez de empatia pelo adolescente traumatizado, o que eu sentia era raiva. Sério. Algo do tipo: “Putz, que moleque chato da porr@!” — e olha que eu até tentei compreender. Mas o autor não ajuda. Em vez de desenvolver o drama de Tiago com nuances e evolução, ele insiste em esfregar o trauma do personagem a cada página, como se o leitor fosse esquecer. A gente entendeu, amigo, na primeira vez.
Essa repetição não gera mais compaixão — só cansaço.
Os personagens, de forma geral, não são muito profundos. Talvez o autor tenha tentado investir nesse lado com Tiago, mas ficou na tentativa. E tudo bem, em histórias de terror a gente nem sempre exige protagonistas com camadas shakesperianas. Se o livro nos entrega sangue, tensão, atmosfera, mortes bizarras e descrições que grudam na pele — já vale. O problema é que A Casa dos Pesadelos também falha um pouco nesse quesito.
A ambientação até começa interessante. Quando a família chega à casa da avó — hoje viúva — o clima de desconforto já se instala. A tal casa é palco do suposto assédio sobrenatural que Tiago teria sofrido anos antes. Só que ninguém, nem a mãe nem a avó, acreditou nele. Resultado: anos de terapia e um rancor que parece ter fermentado dentro do garoto.
A avó, Célia, tenta de tudo para se reaproximar do neto, que antes era grudado nela. Mas Tiago permanece frio, fechado, com o ranço no modo hard. E aí vem a virada: depois da primeira noite na casa, o irmãozinho Bruno relata que viu “um monstro” em seu quarto. Mesma coisa que Tiago dizia ter visto quando criança.
Então... Tiago estava certo o tempo todo? Bruno também está sendo assombrado? Ou será que a família inteira vai entrar num surto coletivo de férias?
O livro começa a caminhar por aí. Tiago, entre irritações e rompantes, tenta proteger o irmão e provar que nunca mentiu. Mas será que ele está mesmo em condições de ser o herói da história?
Vale a pena?
Se você curte histórias com um pé no drama familiar e outro no suspense psicológico, talvez A Casa dos Pesadelos te agrade. O livro tem potencial, sim — e um final que tenta surpreender — mas peca na repetição, nos personagens pouco trabalhados e na falta de um verdadeiro clima de terror.
Faltou sangue? Faltou medo? Faltou um pouco de tudo, pra ser honesto.
Mas é uma leitura rápida, e se você não for tão implicante com o Tiago quanto eu fui, pode até curtir. Só não diga que eu não avisei.